quarta-feira, 25 de junho de 2025

Como utiliar a IA como ferramenta em orçamentos de obras

A Inteligência Artificial tem ganhado cada vez mais espaço na construção civil, oferecendo soluções inovadoras para aumentar a eficiência, reduzir erros e otimizar os processos. Um dos aspectos que mais se beneficiam dessa tecnologia é a elaboração de orçamentos de obras.

Tradicionalmente, o processo de cálculo de custos envolve uma série de variáveis que precisam ser analisadas de forma detalhada, o que pode ser um desafio, especilamente em projetos maiores ou complexos. Felizmente, a IA pode ser uma grande aliada nesse sentido. Neste artigo, vamos explorar como a inteligência artificial pode melhorar a precisão, agilidade e a gestão de orçamentos na construção civil.

1. Automatização e Precisão no Cálculo de Custos

A elaboração de orçamentos em obras exige um levantamento detalhado de todos os custos envolvidos, como materiais, mão de obra, equipamentos e até custos indiretos. Muitas vezes, esse processo é manual, sujeito a erros e pode levar muito tempo. A IA pode automatizar grande parte desse trabalho, integrandoinformações de projetos anteriores, fornecedores e dados de mercado para calcular orçamentos de forma mais precisa e rápida.

Sistemas de IA podem usar modelos preditivos para analisar dados históricos e tendências de preços, ajustando os custos de forma dinâmica. Isso significa que, ao invés de um orçamento estático, é possível ter estimativas mais flexíveis que podem ser constantemente atualizadas com base em mudanças de cenários econômicos ou alterações de projetos.

2. Análise de riscos e Previsão de Variações de Custos

Durante a execução de uma obra, é comum que ocorram imprevistos que alterem os custos planejados. Esses imprevistos podem ser causados por mudanças nos preços de materiais, condições climáticas, ou até mesmo falhas na gestão de recursos. A IA pode ajudar a identificar esses riscos antecipadamente, utilizando algoritmos de previsão que analisam dados históricos, tendências de mercado e outras variáveis.

Ao identificar possíveis fontes de variação no orçamento, a IA permite que os gestores tomem decisões mais informadas e desenvolvam estratégias de mitigação de riscos. Isso pode resultar em orçamentos mais realistas, com margem para ajustes durante a execução da obra.

3. Análise da Viabilidade de Projetos e Otimização de Recursos

A IA pode também ser usada para avaliar a viabilidade de um projeto antes de iniciar a execução, através de algortimos que analisamdiversos cenários de custo-benefício, podendo sugerir mudanças no projeto que tornem a obra mais eficiente financeiramente. Isso pode incluir a escolha de materiais mais econômicos, a otimização de mão-de-obra ou a sugestão de técnicas de construção mais rápidas e baratas.

Além disso, a IA pode ajudar na otimização do uso de recursos, como equipamentos e maquinário, evitando desperdícios e maximizando a utilização de cada recurso, o que pode resultar em redução de custos durante a execução do projeto.

4. Integração com Softwares de Gestão de Projetos

Atualmente, muitos softwares de gestão de projetos, como BIM (Building Information Modeling), já contam com funcionalidades que utilizam IA para otimizar processos. A integração desses sistemas com ferramentas de orçamento possibilita um controle mais preciso e em tempo real sobre as despesas. Por exemplo, com o uso do BIM, os orçamentos podem ser atualizados automaticamente à medida que o projeto avança, evitando erros de comunicação e mudanças não planejadas.

Essa integração também facilita o acompanhamento do progreso financeiro da obra, permitindo que o gestor visualize de forma clara a relação entre o orçamento inicial e o valor gasto até o momento, facilitando a tomada de decisões rápidas e eficazes.

5. Monitoramento do Desempenho e auditoria de Custos

a IA também pode ser utilizada para monitorar o desempenho financeiro da obra de forma contínua.Sistemas de inteligência artificial podem analisar o fluxo de caixa, comparando as estimativas do orçamento com os gastos reais em tempo real. Isso facilita a identificação precoce de qualquer desvio, permitindo ajustes rápidos para evitar qjue o projeto ultrapasse o orçamento.

além disso, a IA pode ser usada para realiar auditorias de custos, verificando se há custos desnecessários ou excessivos, e atémesmo se os materiais estão sendo usados corretamente, evitando desperdícios.

6. Facilidade no Processo de Licitação e Propostas Comerciais

Em processos de licitação ou propostas comerciais, a IA pode ajudar a gerar orçamentos mais competitivos e detalhados. Ferramentas de IA podem analisar o histórico de licitações anteriores, verificar o comportamento dos concorrentes e sugerir um valor de proposta otimizado para aumentar as chances de vitória sem comprometer a rentabilidade do projeto.

7. Colaboração em Tempo Real

Por fim, a IA facilita a colaboração em tempo real entre todas as partes envolvidas no projeto. Desde projetistas, fornecedores e até gestores financeiros, todos podem acessar dados atualizados sobre o orçamento e fazer ajustes em tempo real. Isso melhora a comunicação, reduzindo os riscos de erro e aumentando a eficiência geral do processo.

...

Em resumo, a IA está transformando a maneira como os orçamentos de obras são elaborados e gerenciados. Com a ajutomação de processos, análise de riscos, otimização de recursose integração com outras ferramentas de gestão, a IA oferece uma série de benefícios que podem aumentar a precisão, reduzir custos emelhorar a eficiência geral de qualquer projeto de cinstrução.

Á medida que a tecnologia continua a evoluir, podemos esperar qua a IA desempenhe um papel ainda mais central no setor da construção, trazendo soluções cada vez mais inovadoras.

terça-feira, 17 de junho de 2025

Ferramentas de IA para Orçamento de Obras: Como a Tecnologia Está Transformando o Mercado da Construção

O setor da construção civil está vivenciando uma verdadeira transformação tecnológica. Historicamente, a criação de orçamentos para obras era um processo complicado e prolongado, exigindo cálculos manuais e lidando com uma vasta quantidade de informações dispersas. Contudo, com o desenvolvimento das ferramentas de Inteligência Artificial (IA), essa situação está se alterando rapidamente. As soluções que utilizam IA têm se mostrado essenciais para aprimorar os processos de estimativa, minimizar erros e elevar a eficiência.

Existem diversas soluções de inteligência artificial disponíveis para a elaboração de orçamentos de obras e que ainda não foram totalmente incorporadas pelo setor.

Segue uma pequena lista de algumas das inúmeras plataformas já utilizadas:


1. Procore: Plataforma Inteligente para Gestão de Projetos e Orçamentos

Utilizando inteligência artificial, o Procore examina informações passadas de projetos análogos e adapta os orçamentos com base em fatores como insumos, prazos e custo da mão de obra, resultando em estimativas mais exatas e com menor chance de falhas. Ademais, a plataforma possibilita que os usuários monitorem o avanço da obra em tempo real, tornando mais simples a realização de ajustes orçamentários flexíveis.


3. Togal.ai

A mais recente tecnologia para levantamento de quantidades e orçamentos que permitindo trabalho simultâneo cooperativo em dados na nuvem.

Esse assitente de IA detecta padrões em imagens e textos de projetos em 2D, permitindo localizar e quantificar qualquer objeto, organizando, nomeando e planilhando o trabalho com exportações para excel.

4. Plan Swift

É uma ferramenta utilizada para estimativas e levantamento de quantidades, que possui interface intuitiva, permitindo arrastar e soltar itens em projetos digitalizados, personalizando diferentes tipos de obras e podendo exportar as quantidades para planilhas em excel.


5. Open Space.ai

Plataforma que faz análise de imagens das obras por IA, permite o acompanhamento da evolução da obra, comparando-se com modelos em BIM e permite insights visuais para tomadas de decisão, possui integração com outros softwares e permite a automação da documentação.

Além de fazer o acompanhamento das obras, registrando imagens, cria um paralelo digital navegável, podendo ser visitado virtualmente qualquer local ou estágio da construção.

Com uma interface amigável, possui um histórico de mais de 30.000 projetos em todo o mundo, o que permite análises valiosas para tomada de decisões e redução de riscos.

6. Primus

Permite extrair quantitativos a partir de projetos em 2D ade arquivos em pdf, png ou jpg, fazendo associações a itens com preços, também oferece integração com modelos 3D, colaboração em nuvem e automação completa do processo de orçamento.

7. Orça-IA - Vigha

Consegue gerar uma estrutura analítica completa em minutos, utilizando bases de tabelas de preços existentes, como Sinapi, permitindo a importação e personalização das planilhas.


8. GO+eCustos

Elabora orçamentos paramétricos com base em dados históricos, de acordo com o padrão e localização da obra.
Promete eliminar erros humanos e aumentar a eficiência e competitividade, evitando riscos e desperdícios nas obras.

O futuro já chegou!

Como vimos, o setor da construção civil, sempre muito artesanal e manual, está sendo revolucionado por ferramentas que trazem maior acurácia e eficiência, com menores margens de risco aos profissionais das áreas de gestão, orçamento e planejamento.

Em um mundo cada vez mais digital, um vasto horizonte se abre na evolução dessas ferramentas, permitindo o surgimento de inovações que vão mudar totalmente a forma como são tratados os projetos de execução de obras.

sábado, 31 de maio de 2025

Critérios de Medição

Os critérios de mediação em obras referem-se às regras utilizadas para medir e quantificar os serviços de construção civil, com o objetivo de garantir a precisão e a justiça nos pagamentos por esses serviços.

Estes critérios são essenciais para definir a base de cálculo dos preços de insumos e serviços e seguem, no geral, diretrizes da tabela SINAPI.


Pontos chave dos critérios de mediação SINAPI:

Área Líquida:
A área total de um serviço, descontando as áreas ocupadas por vãos (portas, janelas).

Vãos:
Portas e janelas, que devem ser descontados da área líquida para obter a área de medição.

Tipo de Material:
Para serviços de alvenaria, a medição pode variar dependendo do tipo de bloco (cerâmica ou concreto) e das dimensões.

Área de Referência:
Para paredes de alvenaria, a medição pode ser feita por área líquida (total descontando vãos) ou por metro linear, dependendo do tipo de serviço.

Preparação da Argamassa:
A medição pode ser diferente se a argamassa for preparada mecanicamente ou manualmente.

Exemplos de aplicação:
Para a medição de paredes de alvenaria, a área líquida deve ser calculada, descontando as áreas dos vãos.

Para a medição de pisos, a área total do piso deve ser considerada.

Para a medição de serviços de pintura, a área a ser pintada deve ser calculada.

Os critérios de medição são específicos para cada serviço e devem ser consultados nas composições de custos do SINAPI para garantir a correta medição e pagamento.

sábado, 24 de maio de 2025

Custos de construção x Inflação

Numa realidade inflacionária, que resulta em um desaquecimento da construção civil, na perda do poder de compra e com juros altos que não motivam os investidores a empreender, a inflação tem um impacto direto nos custos de materiais e mão-de-obra, alterando ao longo do tempo o planejamento dos empreendimentos.

Em algumas situações, como na necessidade de reajustes de contratos e pleitos de reequilíbrio econômico-financeiro, o mercado demanda levantamentos e estudos, utilizando-se entre muitas ferramentas, índices de variação, que têm como base a inflação, mas que de alguma forma estão atrelados aos custos de costrução. Na maioria da vezes o melhor caminho é a negociação, mas a  legislação dá suporte para que o equilíbrio dos contratos seja garantido.

Exceto nos primeiros anos do Real, quando a evolução de preços de materiais ficou abaixo dos aumentos da inflação e que segurou a alta de preços do setor na época, o Brasil tem em seu histórico grandes variações de preço com a progressão da inflação. Portanto, a importância de parâmetros e índices que acompanham a inflação são muito utilizados no setor, para que haja um equilíbrio das contas.

Reajustes contratuais demonstram, na maioria das vezes, períodos turbulentos da economia, atualmente não só no nosso país, mas também em todos os que de alguma forma fazem parte das transações econômicas em mercados cada vez mais globalizados.

As expectativas e especulações econômicas, frente às tarifas impostas por mercados externos e novas legislações no mercado interno, contribuem com a alta de preços, encarecendo matérias-primas e elevando os preços dos produtos finais e consequentemente elevando os custos das obras.

Os indicadores setoriais demonstram também os custos de mão de obra, que sensivelmente também respondem às variações de demanda no setor.

Principais índices utilizados na construção civil:

INCC (Índice Nacional dos Custos de Construção): medem a variação dos custos de materiais, mão de obra e equipamentos específicos do setor

IPCA: acompanha a inflação geral da economia, influenciando os custos indiretos

IGP-M: muito usado em reajustes de contratos e financiamentos.

Portanto, em períodos inflacionários, os custos de construção devem sempre acompanhar a realidade, principalmente com a utilização de índices que orientam a tomada de decisões, oferencendo uma visão das tendências de preço, realinhando contratos e permitindo ações estratégicas que possam nortear empreendedores e investidores que atuam na área.




segunda-feira, 19 de maio de 2025

Projeções de riscos

O resultado econômico na conclusão de uma obra deve-se, em grande parte, a um orçamento que serviu como base de referência na tomada de decisão de investimento do empreendimento.

Conhecer o fluxo de recebimentos e desembolsos diminui a possibilidade de riscos, mas para se chegar a esse grau de segurança, é necessária a elaboração de um orçamento que garanta a confiança necessária, diminuindo incertezas.

Para tanto, deve-se evitar a elaboração de custos com bases muito otimistas, principalmente em períodos de alta inflação e recessão, como o que estamos vivendo atualmente.

Orçamentos mais detalhados são necessários não apenas em empreendimentos sem custos paramétricos, mas também em modelos já conhecidos, mas que estão inseridos em condições (econômicas, políticas e geográficas, por exemplo) mais adversas. 

Alguns cuidados podem ser necessários, tais como:

- não omitir despesas, mesmo as que não participam da curva A e aparentemente possuem menor impacto;
- utilizar margens de segurança mais conservadoras;
- ter domínio da garantia dos preços propostos;
- utilizar critérios menos otimistas quando as condições financeiras assim o exigirem.


Porém, mesmo em cenários desfavoráveis, alguns critérios de orçamentação não sofrem variação e não podem ser levados em conta, sob o risco de perda financeira ou perda de competitividade, como no caso de uma licitação.

O principal critério é o de incluir apenas os gasto com produção em ambientes favoráveis, isto é, não podemos considerar ou prever condições meteorológicas historicamente fora da normalidade, greves ou desmotivações das equipes, uso de equipamentos avariados ou falta de fiscalização preventiva.

Porém, imprevistos podem ocorrer e, para tanto, pode-se provisionar uma pequena contingência em casos de riscos imprevisíveis de execução.

Despesas financeiras, comerciais e tributárias também devem ser consideradas, para que não haja surpresas, garantindo:

- A disponibilidade de capital

A existência de recursos garante a velocidade e a fluidez da execução, permitindo que o planejamento de suprimentos seja eficiente.

- Atendimento a todas as obrigações tributárias

O correto cumprimento da legislação evita sanções que podem prejudicar não apenas o negócio, mas a imagem e a reputação da empresa.


- Sintonia entre o mercado, o cliente e o construtor

Melhora a relação entre as partes, aumenta a satisfação, confiança e fidelização dos clientes




quarta-feira, 14 de maio de 2025

A qualidade das construções em foco nos orçamentos

Caro leitor, 

É lugar comum em qualquer área a ideia de que orçamento baixo é sinal de má qualidade.

Na grande maioria das vezes esse critério pode ser sim verdade, mas um orçamento feito com respaldo técnico garante a vantagem competitiva sem usar artifícios que comprometam a qualidade do produto final. 

A isto muitas vezes nos referimos como reengenharia, ou seja, um conjunto de soluções sob medida ao projeto que está sendo estudado, garantindo a qualidade e a competitividade, mantendo um nível adequado das especificações, garantindo também que estejam dentro das normas.

É certo que a entrega do produto final pode apresentar problemas por má-execução, mas esta é uma questão a ser discutida em outro artigo, pois é um assunto que tem muitas interfaces além da qualidade da mão de obra empregada.

Neste artigo vamos nos limitar à fase de orçamento e planejamento como viabilidade do custo do empreendimento. 

Não que o orçamento se exima da fase da execução. Ao contrário, um bom orçamento deve refletir a realidade futura, dando base para os gestores da obra exercerem seu papel com a maior fluidez possível.

Mas, afinal,como a reengenharia pode ser utilizada na fase de orçamento garantindo a qualidade e reduzindo custos?

Vamos começar entendendo o processo de reengenharia

A reengenharia atua nas seguintes situações:

Redução de custos, podendo identificar desperdícios e otimizar recursos;

Reorganizando os prazos, melhorando a coordenação das atividades e eliminando gargalos;

Garantindo a qualidade do resultado final, atendendo as expectativas de custos e normas;

Adaptando o projeto a mudanças, fazendo ajustes de acordo com novas demandas ou imprevistos.

Então, como é realizada uma reengenharia eficiente?

Analisando em detalhe o projeto:

A análise passa pela revisão dos processos, cronogramas, recursos utilizados e pontos críticos, entendendo onde estão os gargalos e desperdícios.

Identificação de melhorias:

Buscando oportunidades de inovação, como novas tecnologias, métodos construtivos mais eficientes ou a reorganização das equipes que irão compor a execução.

Redesenhando processos:

Os processos pedem uma atenção nos fluxos de trabalho, podendo ser mais enxutos e eficientes, considerando-se as melhorias identificadas.

Implementação de mudanças:

Colocar em prática as novas estratégias, treinando a equipe, se for o caso e ajustando o cronograma se necessário.

Monitoramento contínuo:

A reengenharia não termina na fase de planejamento e orçamento.

É necessário acompanhar os resultado, fazendo ajustes necessários e também buscando melhorias contínuas que possam ser empregadas em novos projetos.

Conclusão

Desta forma, conclui-se que, a qualidade das construções tem grandes chances de ser alcançada se for implementada ainda na fase de orçamentos, a reengenharia, Não somente para alcançar maior competitividade em relação aos concorrentes, mas também trazendo benefícios de economia de tempo e dinheiro durante a execução, melhorando o produto final, garantindo mais confiabilidade e satisfação do cliente e reduzindo retrabalhos e desperdícios.

Essa poderosa ferramenta já é largamente utilizada em processos 'high ticket', tornando as operações mais eficientes, inovadoras e sustentáveis.

Ao revisar e redesenhar métodos, é possível, portanto, não apenas aumentar a competitividade e economizar recursos, mas entregar obras de alta qualidade.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

A produtividade na execução de obras

A mão de obra na execução de empreendimentos representa, em média, 40% do total de uma obra.

Como existem parâmetros mínimos garantidos por legislação para o custo unitário da mão de obra, seja ela mensalista ou horista, a única saída é aumentar a produtividade.

Muitos estudos já foram feitos para aferir os índices de produtividade na execução dos serviços e a maneira de se construir também estão sempre se modificando com o uso de novas tecnologias.

Uma importante ferramenta é a comunicação, a troca de informações, principalmente com outros países que culturalmente possuem formas diferentes de trabalho.

Tabelas de Composição de Preços, como a TCPO, Sinapi, Siurb, etc possuem indicadores com parâmetros médios de cada atividade e serviço, mas a personalização na hora de se elaborar um orçamento deve ser levada em conta, pois existem muitas variáveis específicas envolvidas na execução de uma obra.

Os valores de produtividade mudam também com a composição da equipe indireta e também na composição de equipes de mão de obra direta, como oficiais, ajuantes e apoio. O dimensionamento correto da equipe evita sobrecarga ou desperdícios, como ociosidade nas frentes de trabalho.

Nesse ponto, a medição e o controle da execução dentro das empresas é de suma importância, pois aumenta a margem de lucro e cria um registro que pode servir de base para novos orçamentos. Mas, para que haja êxito na implantação do controle de medição, é necessário o engajamento dos envolvidos diretamente na execução, como encarregados, mestre de obras, sem contudo desviar do objetivo principal e estabelecendo metas para melhorias na produtividade.

Existe também a importância de se criar critérios para medição, para que os dados coletados sejam confiáveis.

Com a industrialização dos canteiros, grandes fornecedores possuem índices confiáveis para cada tipo de empreendimento, que também podem ser utilizados pelo orçamentista para compor os custos das obras. Porém, sempre deve-se levar em conta que são parâmetros gerais e para a utilização deve-se levar em conta as características particulares de cada empreendimento.

Treinamento é outro fator importante para a padronização e consequente otimização da produtividade e melhoria dos custos. A falta de treinamento pode compremeter a qualidade e demandar retrabalhos.

Erro comum é achar que a industrialização de canteiros e a melhoria da produtividade reduz a oferta de empregos. Ao contrário, com o aumento da produtividade as empresas conseguem melhorar o fluxo de caixa para criar novos investimentos e consequentemente, ofertar novos postos de trabalho.

O déficit educacional também é um fator importante a ser pensado em esferas mais altas de gestão pública. A mão de obra qualificada gera mais produtividade e acaba agregando mais valor a soluções desenvolvidas ou em desenvolvimento.

Além do controle da produção, a oferta de novos materiais no mercado, propostas de modulação de projetos, especializações dos serviços, gerenciamento de projetos e uso de novas tecnologias de equipamentos agregam valor na margem de produtividade.

A organização do canteiro de obras também é um fator importante. Material estocado no lugar errado gera desperdício, falta de coordenação na logística dos materiais colaboram com a improdutividade.

Enfim, a melhora da cadeia produtiva é uma via de mão dupla, mas o maior impacto é de cima para baixo, quando existe a conscientização de que a implementação de métodos de trabalho trazem melhoria de condições e consequentemete geram maiores margens de lucro para as empresas, evitando assim os malabarismos financeiros já sobrecarregados com a pesadíssima carga tributária do país.

domingo, 4 de maio de 2025

Roteiro para levantamento quantitativo de material elétrico de uma obra

Os sistemas de instalações elétricas de obras, sejam elas residenciais, comerciais ou industriais, compõem parte importante do processo de orçamento e demanda um precioso tempo, que pode ser otimizado, se forem adotas critérios que possibilitem ao orçamentista ser mais produtivo, objetivo e organizado.

Um dos critérios mais importantes é adotar um levantamento que agrupe os grandes grupos de serviços que atendem a demanda de energia elétrica nos empreendimentos.

Com base na experiência já consolidada de trabalhos realizados, segue roteiro prático para levantamento de material e serviços de instalações elétricas:

1 - Entrada e Medição de Energia

A entrada de energia possui um padrão de medição e consiste em uma estrutura por onde entra a energia em baixa tensão para abastecimento do empreendimento.

É nessa estrutura que se encontra o poste, o medidor de energia elétrica, disjuntor ou fusível de proteção geral das instalações internas do empreendimento consumidor, aterramento, entre outros dispositivos.

Todos devem ser detalhados na EAP, conforme projeto executivo.

2 - Eletrodutos e caixas de passagem em lajes e paredes - para telefonia, dados e energia

3 - Eletrodutos e caixas de passagem em prumadas

4 - Fios e cabos em prumadas

5 - Fios e cabos na distribuição dos pavimentos

6 - Painéis e Quadros elétricos

A função principal é controlar a distribuição e proteger os circuitos por meio de dispositivos, garantindo a segurança e eficiência de todo o sistema.

Para levantamento quantitativo, encontramos os quadros e painéis detalhados nos projetos dos diagramas, onde pode-se identificar quantidade de disjuntores, DR, barramentos, cabos

7 - Interruptores e tomadas

8 - Luminárias

O levantamento de quantidade de luminárias deve sempre levar em conta a quantidade indicada no projeto luminotécnico, pela sua disposição nos pontos e respectivas especificações.

9 - SPDA

10 - Cabine primária

11 - Eletrocalhas e perfilados

12 - Dutos de piso

13 - Equipamentos

14- Diversos - acessórios, entre outros

terça-feira, 22 de abril de 2025

Argamassas: cálculo de quantidades de materiais



Cálculo de argamassa de cimento e areia




1 - Traço em peso: 1:a:s:x, onde:

1 = peso do cimento

a = peso da areia

s = peso do saibro

x = peso da água




2 - Consumo de materiais (em peso por m3)

C = 1000 / ( (1 / doc) + (a/doa) + (s/dos) + x )

onde:

doc = massa específica real do cimento

doa = massa específica real da areia

dos = massa específica real do saibro




3 - Consumo de materiais (cimento em peso e outros em volume por m3)

C = cimento

Va = C x a x 1,3 / da

onde: da = densidade da areia

Vs = Cx s / ds

onde: ds = densidade do saibro

quinta-feira, 17 de abril de 2025

O que é um orçamento de obras



Um orçamento de obras é um processo que elabora documentos que estimam e fazem a previsão de gastos de uma construção nova ou reforma. É uma peça fundamental para a elaboração de projetos e também uma área estratégica dentro de empresas de construção civil.


Orçamento de obras
Quem atua
Engenheiros civis, arquitetos, técnicos em edificações
Objetivo
Prever e controlar os custos, definir a viabilidade da obra, elaborar documentos econômicos-financeiros que irão integrar contratos de construção
Importância
Evita surpresas e problemas durante a construção, permite a participação em licitações e concorrências públicas e privadas.
Tipos
Estimativa de custos, orçamento preliminar, orçamento analítico
Lista de tarefas comuns no processo de orçamentação:

Analisar projetos
Utilizar tabelas do Custo Básico Unitário da construção (CUB)
Levantar os custos diretos e indiretos
Inserir os impostos e definir o lucro desejado
Calcular o BDI (Benefícios e Despesas Indiretas)
Aplicar o BDI linearmente em toda a planilha

Um orçamento de obras bem feito permite:

Reduzir os gastos
Manter um planejamento e tomar decisões antecipadamente
Analisar a rentabilidade e a viabilidade financeira

sábado, 12 de abril de 2025

Cronograma de obra e o orçamento de obras

Parte importante do planejamento e ferramenta de grande importância na gestão de obras, o cronograma é um documento que define as datas de início e término de cada atividade de um projeto de construção, ajuda a organizar as etapas da obra e a evitar atrasos, orientando a equipe na execução dos serviços.


Na elaboração do cronograma, são identificadas as dependências entre as tarefas e o tempo de cada atividade, organizadas em uma EAP (Estrutura Analítica de Projeto), que facilita o entendimento das etapas, atividades e serviços dos trabalhos a serem realizados.


Durante a elaboração do orçamento são definidos os parâmetros dos índices dos trabalhos que serão a base para o dimensionamento da produtividade e das equipes no planejamento do cronograma. As produtividades pelas quais os serviços foram orçados são de grande importância como referencial para elaboração do cronograma e consequentemente do controle na execução.

Uma das formas mais utilizadas de representação do cronograma físico é o gráfico de Gantt, que permite visualizar graficamente as datas e prazos de execução dos serviços.


Uma vez elaborado o cronograma físico, que demonstra o avanço da obra, a próxima etapa é definir o cronograma financeiro, que indica os recursos necessários para execução dos serviços. Nessa etapa o orçamento alimenta os desembolsos que serão distribuídos ao longo do tempo, permitindo visualizar o impacto dos custos de execução ao  longo do tempo.


Portanto, o cronograma físico-financeiro, na gestão dos recursos, permite visualizar a evolução dos trabalhos e consequentemente permitindo reduzir custos e o desperdícios, mesmo diante de imprevistos


Juntamente com o orçamento, é parte estratégica que otimiza o investimento em materiais, mão de obra, equipamentos e recursos, permitindo antecipar as adequações necessárias.


Porém, o maior desafio é obter e reunir as informações com confiabilidade e consistência. Para tanto, a experiência de lições anteriormente aprendidas são de grande valia na formatação do orçamento e do cronograma, mas com a ciência de que desvios podem ocorrer e que, portanto, sempre haverá margem entre o previsto e o realizado.

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Transporte de Cargas


Na Construção Civil o transporte de cargas é um item importante, que impacta diretamente no custo e na produtividade de uma obra.

Durante a fase de orçamento, a logística dos materiais deve ser estudada juntamente com o cronograma físico, principalmente em itens de grande vulto, como no caso de locações de formas e escoramentos.

Devido a diversidade de materiais empregados, as soluções de transporte consideradas devem ser específicas e adaptadas a cada situação. Muitos fornecedores já possuem a expertise logística dos produtos que entregam, mas em situações específicas e dependendo da quantidade e prazo, esses custos devem ser estudados de forma personalizada.

O cálculo deve incluir não apenas o frete, mas o seguro da carga (normalmente já considerado no custo do fornecedor logístico) e da carga e descarga do material.

No cálculo do frete, devemos levar emm consideração o tipo de carga, a quantidade ou cubagem, o peso da carga, a distância, o tipo de terreno e acesso do destino.

Tipos de caminhões para o cálculo do transporte

Para cada tipo e quantidade de material, deve informar ao fornecedor logístico principalmente o tipo, peso e volume da carga e prazo.

O fornecedor por sua vez, faz o cálculo do frete de acordo com a necessidade, muitas vezes utilizando como base os seguintes caminhõesno caso de transporte terrestre:

Caminhão toco ou semi pesado é um caminhão mais curto, com um eixo traseiros e um eixo dianteiro, bom para cargas de médio porte e áreas urbanas. Muito versátil e adaptável. Possui capacidade de até 6 toneladas ou volume de 40 m³.

Caminhão truck ou pesado possui uma estrutura que permite maior distribuição da carga, com um eixo dianteiro e 2 traseiros, também traz maior estabilidade da carga no percurso. Tem uma capacidade de 12 toneladas ou de volume até 55 m³.

Carreta simples (5 eixos) - capacidade 25 ton ou 97 m³

Tipos de carrocerias

Dependendo do tipo de carga, também deve-se levar em consideração o tipo de carroceria que irá acondicionar o material.

Baú é uma carroceria fechada, com laterais, teto e porta traseira. É muito utilizada para o transporte de cargas que precisam ser protegidas da exposição ao clima e da ação de ladrões.
Basculante

Basculante é uma opção amplamente utilizada para transportar materiais como areia, pedra, terra e entulho, pois permite inclinar-se para descarregar a carga.
Tanque

Carroceria em formato cilíndrico ou retangular, projetada para transportar líquidos e gases, como combustíveis, água e produtos químicos.
Plataforma

Plataforma é uma carroceria sem laterais, projetada para transportar cargas de grande volume e peso, como maquinários, estruturas metálicas e containers.

Carga e Descarga

A carga e descarga dos materiais recebidos ou levados da obra também deve ser considerada no cálculo dos custos dos materiais, além do correto acondicionamento e armazenamento durante os trabalhos.

O estudo da movimentação na carga e descarga tem grande importância e impacto na produtividade, agilidade do processo, na diminuição de perda por quebra do material que está sendo descarregado ou carregado, diminuindo riscos e aumentando a segurança no canteiro de obras.

Acondicionamento

Pela grande diversidade de materiais entregues na obra, temos diversos tipos de acondicionamento sendo recebidos, como por exemplo, pallets, sacaria, tambores, bombonas, material a granel, caixas de madeira e papelão.

Um tipo de acondicionamento muito comum é a paletização, que aumenta a garantia de integridade da carga, otimiza o espaço durante o transporte, evita grandes perdas e facilita a movimentação. A paletização consiste em agrupar o material, normalmente em plataformas empilháveis, feitas em peças retangulares de madeira, plástico ou metal.

Para ilustrar como o orçamentista pensa o custo a logística do material, também em relação ao acondicionamento, vamos exemplificar com a paletização do material, que chega na obra em grandes volumes que não podem ser descarregados manualmente, mas deve-se utilizar equipamento específico como munck ou empilhadeira.

Mas, sempre cabe verificar com o fornecedor os custos que estão inclusos no fornecimento. No caso do exemplo da paletização, alguns fornecedores já incluem o equipamento munck no caminhão para descarga.






quinta-feira, 3 de abril de 2025

Como calcular volume de terraplenagem


Existem alguns métodos tradicionais de cálculo do volume de terraplenagem, quais sejam:

Método Geométrico ou das seções transversais;
Método Mecânico;
Método Analítico;
Método das Alturas ponderadas;
Método das superfícies equidistantes;
Método Computacional.

Vamos abordar aqui o Método Geométrico, muito utilizado em projetos de estradas e ferrovias, que consiste em dividir a seção transversal em figuras geométricas conhecidas e calcular suas áreas.

Fatiar a área em proporções iguais de largura, normalmente em torno de 10,00 m

A partir da cota que será definitiva, calcular as áreas verticais e multiplicar pela distância da fatia.

Cotas abaixo da cota definitiva representam aterro e cotas acima da cota definitiva representam corte.

Para o volume de transporte para bota-fora, não esquecer de considerar o empolamento.

O empolamento é também chamado de fator de homogeneização, que se refere à relação entre o volume do material de origem e o volume depois do corte ou aterro.

Esse fator de empolamento é comumente estimado em 1,4 do volume original.





quarta-feira, 2 de abril de 2025

Classificação dos custos de uma obra



Para o estudo dos custos que compõem uma obra é necessário entender cada grupo de insumos ou serviços.

Os custos podem ser classificados como: diretos e indiretos, podendo ser fixos ou variáveis.

CUSTOS DIRETOS

São insumos que participam diretamente da execução e que podem ser associados a um produto, podendo ser mais facilmente identificados, por ficarem incorporados no produto final.

Tipos de insumos considerados do custo direto:

- Mão-de-obra direta, comumente definida como horista (oficiais de produção e ajudantes)

- Materiais


CUSTOS INDIRETOS

São custos que não ficarão incorporados ao produto final, mas são codjuvantes necessários à execução das atividades.

Também podem ser classificados os insumos de difícil alocação a uma determinada atividade ou serviço.

Os custos indiretos são dimensionados conforme a dificuldade da execução do projeto, como por exemplo, localização geográfica, estrutura administrativa a ser alocada, grau de supervisão, etc.

Tipos de insumos e serviços que fazem parte dos custos indiretos:

- Custos de mobilização e desmobilização de pessoal e equipamentos

- Canteiro de Obras (tapumes, cercamentos, alojamentos, sanitários, escritórios, oficinas, depósitos, sinalizações, entrada de água e energia)

- Custos Administrativos locais (salários de pessoal indireto, alimentação, veículos, aluguéis, etc)

- Consumos diversos (despesas com concessionárias de água, telefonia e energia, materiais de escritório e de limpeza, cópias, plotagens, proteções, etc)

- Serviços Técnicos (Projetos, Consultorias, Seguros, controle de qualidade, cursos e treinamentos)

- Equipamentos e ferramentas (compra, locações, manutenções)


CUSTOS FIXOS


Os custos fixos não variam em função do tempo, mas são dimensionados de acordo com o porte e prazo da obra, como por exemplo as instalações de canteiro, que n
o caso de paralização da obra, e permanecem como custo até a total desmobilização.

CUSTOS VARIÁVEIS

Têm relação direta com o prazo e volume de produção.


quinta-feira, 27 de março de 2025

Tabelas de Custos de Obras


Na Construção civil é praxe utilizar tabelas referenciais de preço para orçar ou parametrizar custos de obras, principalmente em orçamentos de obras públicas.


Tabelas de Custos de Obras são tabelas de referências de preços de obras e serviços de engenharia.


SINAPI - mantido por parceria entre a CAIXA e o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é um instrumento obrigatório para a orçamentação de obras públicas, conforme estabelecido pelo Decreto 7.893 de 2013. Essa obrigatoriedade visa assegurar transparência, equidade e eficiência no uso dos recursos, além de padronizar os custos em todo o território nacional. As tabelas são bem abrangentes, refletem as variações do mercado, com pequena defasagem devido a inflação e podem ser consultados preços de todos os estados da federação.

Fonte: IBGE

SIURB - tabelas publicadas pelo portal da prefeitura de São Paulo. As tabelas são divididas em Edificações e Infraestrutura e pode ser consultado histórico de preços desde 2004/2005.

Fonte: Portal Prefeitura SP


CDHU / CPOS - utilizada como referência para licitações e orçamento de obras - publicada pelo portal da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano.

Fonte: Portal Governo Estado SP

SICRO - Tabela publicada pelo DNIT, sob a supervisão do Tribunal de Contas da União (TCU), sendo usado como referência em concorrências de obras públicasde infraestrutura.


Todas as tabelas incluem composições de preços unitários, tabelas de insumos, encargos, bdi e consideram custos desonerados e onerados e são recursos que auxiliam compor os custos de uma obra, mas possuem margens que podem ser estudadas em relação aos custos operados pelas empresas, o que se reflete nas variações de preços ofertados em concorrências, pel motivo que muitas empresas mantêm suas próprias bases de preços.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Variáveis de Orçamento e Estimativa de Projetos em Concorrência

Estudo das variáveis

A grande preocupação de um orçamento de concorrência é ficar dentro do limite aceitável do menor valor possível, sem comprometer a qualidade e que possibilite lucro ao construtor.

Uma vez entendida essa questão, é fácil identificar o departamento de orçamentos como sendo a espinha dorsal do sucesso de uma obra. O orçamentista precisa mergulhar nos projetos, estudar toda a documentação possível, analisando cada detalhe, não somente os recursos a serem aplicados (dos materiais à mão de obra a ser empregada), mas também o conjunto de definições pré-estabelecidas.

O trabalho é quase um jogo de quebra-cabeças a ser resolvido, resultando em um preço final que seja competitivo, sem arriscar o lucro e o objetivo final de todo esse trabalho estratégico, que é ganhar contratos, mantendo a margem de lucro saudável.

Variável técnica

O desafio do balanço entre a necessidade do cliente e o preço competitivo que garanta lucro, com base no estudo da melhor técnica, da criatividade em encontrar soluções, sempre dentro de prazos exíguos, faz do orçamentista um profissional multidisciplinar, muitas vezes pouco valorizado, mas imprescindível em um mercado em constante mudança e cada vez mais competitivo e amplo.

E o que faz um orçamento ter sucesso em uma concorrência? 

Ao contrário do que muitos imaginam, o menor preço é a última questão a ser considerada. Não obstante a grande competitividade, seja de obras públicas ou privadas, avaliar todas as variáveis que envolvem a execução do empreendimento impacta diretamente no êxito da proposta vencedora.

O gerenciamento de dados confiáveis traz a segurança necessária do estudo da margem entre o lucro e o desconto possível a ser considerado.



sexta-feira, 14 de março de 2025

Cálculo do valor de mão de obra



O primeiro passo para se calcular o valor da mão-de obra empregada na sua obra é se atentar para a os valores mínimos da Convenção Coletiva da sua região.
Cada cidade tem uma data base de acordo coletivo. Em São Paulo, por exemplo, a data base é no mês de Maio.


Para qualquer função que se vai contratar em uma obra existem valores mínimos a serem respeitados, seja para mão de obra qualificada ou não.


As Convenções Coletivas são determinações de acordos entre os sindicatos dos patrões e empregados. Na Construção civil, por exemplo, o Sintracon é o sindicato dos empregados da produção e o SEESP o sindicato dos Engenheiros. Já o Sinduscon é o sindicato patronal.


Antes da data base esses sindicatos se reúnem e decidem os valores e condições mínimas que vão reger as contratações do próximo período.

Cálculo de Bota Fora em caçambas de entulho



Exemplo de cálculo de caçamba para demolição de piso.


Para se calcular o volume de entulho que vai ser gerado, meça a superfície que vai ser quebrada, nas 2 dimensões: largura e comprimento e multiplique estes 2 valores pela espessura. 

Para retirada de pisos cerâmicos, considerar que parte do contrapiso também será quebado. Esta espessura média pode ser em torno de 3 cm. 

Achando-se o volume, deve-se levar em consideração o empolamento. 

Este empolamento é um fator que multiplicamos ao volume real e leva em consideração que o volume do material retirado sofrerá uma variação, uma vez que, em relação ao estado original, o entulho tem uma quantidade de vazios muito maior, ou seja, esta quantidade de vazios é o espaço que se forma quando o material se acomoda na caçamba. 

Dependendo do tipo de material este empolamento pode ser considerado em média, de 30% a 40%.

Então, na prática, o cálculo ficaria:

volume da demolição x fator de empolamento

sendo:

volume de demolição = área (largura x comprimento) x espessura do piso, incluindo o contrapiso

Dica de obra - Começando uma reforma



Na hora de reformar surgem muitas dúvidas, muitas opções em materiais e serviços, e nem sempre é fácil contratar um bom profissional e nem sempre ficamos 100% satisfeitos com o serviço, não é mesmo?

O primeiro passo para quem quer iniciar uma reforma é planejar, pesquisar, calcular os custos e principalmente, se respaldar de futuros problemas.

Contratar um engenheiro ou arquiteto pode parecer caro e a grande maioria das pessoas acha desnecessário, mas é primordial para garantir que o serviço saia de acordo com o previsto.

O CREA é o órgão que fiscaliza o serviço destes profissionais, portanto, garante que a obra não vai dar dor de cabeça, e caso tenha algum problema, o CREA dá o respaldo necessário para que tudo esteja dentro das normas.

Um pedreiro sabe executar o serviço, mas nem sempre consegue solucionar todos os problemas e também não oferece garantia se ocorrerem problemas futuros, além de não ter o comprometimento de trabalhar dentro das normas e com segurança, pois apenas um profissional habilitado responde tecnicamente por um serviço relacionado a engenharia e arquitetura.

É só procurar o CONFEA CREA ou no caso dos arquitetos, o CAU de qualquer região para se informar.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

O que é EAP ou WBS?





Estrutura analítica de projeto ou, em inglês, Work Breakdown Structure é uma das bases da análise gerencial de um orçamento e consiste em uma estrutura, dividida em subgrupos, de todos os serviços a serem executados em uma obra, a partir do projeto.

Essa ferramenta, adotada na Gestão de Projetos, é o resultado principal do trabalho do orçamentista.

O objetivo da EAP é definir de forma detalhada o trabalho necessário para a execução do projeto, ajuda a ter uma visão econômica-financeira de um empreendimento, e também auxilia como base para controlar o andamento do projeto.

A EAP norteia a estimativa de custos e também utilizada para a gestão do tempo, desembolso e recebimentos, como base do cronograma.

A EAP é tão importante que como resultado, auxilia no planejamento, organização e controle do projeto, pois lista o escopo do projeto, identifica as tarefas e entregas, e norteia a alocação dos recursos necessários.

O nível de acurácia de um orçamento será diretamente proporcional ao maior detalhamento de uma EAP. Porém, esse nível de detalhamento também depende da maturidade do projeto que está sendo estudado.

Em resumo, a EAP é uma ferramenta crucial para o planejamento e a execução do projeto, pois apoia a análise gerencial das tarefas, define os custos, sendo essencial para o sucesso da operação.